sábado, 23 de novembro de 2013

A hora certa

E é esta a hora certa. 
O barulho foge e o silêncio impõe-se. 
O frio da noite instala-se na ausência. 
A mente acorda enquanto o corpo entorpece. 
Os olhos fecham-se e o sorriso já não precisa de estar. 
O abraço que não aquece e o vazio que não adormece.

E é esta a hora certa. 
A saudade entra. 
Não bate à porta, não pede licença para entrar, faz-se de convidada como se da sua casa se tratasse. 
A saudade sabe onde mora. 
Sabe que a casa é sua. 
Sabe de cor o caminho para aqui chegar.
Impõe a sua presença mesmo quando é convidada a sair.

E é esta a hora certa: porque a saudade tem hora certa para chegar, mas nunca se sabe quando se decide ausentar.

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