E é esta a hora certa.
O barulho foge e o silêncio impõe-se.
O frio da
noite instala-se na ausência.
A mente acorda enquanto o corpo entorpece.
Os olhos fecham-se e o sorriso já não precisa de estar.
O abraço que
não aquece e o vazio que não adormece.
E é esta a hora certa.
E é esta a hora certa.
A
saudade entra.
Não bate à porta, não pede licença para entrar, faz-se
de convidada como se da sua casa se tratasse.
A saudade sabe onde mora.
Sabe que a casa é sua.
Sabe de cor o caminho para aqui chegar.
Impõe a
sua presença mesmo quando é convidada a sair.
E é esta a hora certa: porque a saudade tem hora certa para chegar, mas nunca se sabe quando se decide ausentar.
E é esta a hora certa: porque a saudade tem hora certa para chegar, mas nunca se sabe quando se decide ausentar.
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